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Hoje:
Água, Amazônia, APPs, Biodiversidade, Cerrado, Energia, Mudanças Climáticas, Poluição do Ar, Povos Indígenas, Saneamento, Sustentabilidade, UCs, Vale do Ribeira
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Direto do ISA


Sugestões do ISA sobre normas para sementes e mudas serão avaliadas pelo Ministério da Agricultura
As propostas também serão encaminhadas à assessoria jurídica para manifestação sobre a legalidade do conteúdo. Após essa etapa, a minuta será publicada como norma. Ainda não há prazo para a definição da minuta -
Notícias Socioambientais, 3/9.
Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira participarão de seminário de pesquisa
Entre 16 e 18 de setembro o auditório do KKKK, em Registro (SP), sediará o II Seminário do Polo de Biotecnologia da Mata Atlântica e IV Seminário de Pesquisa do Vale do Ribeira. O objetivo é divulgar experiências de pesquisas realizadas na região e envolver instituições de pesquisa, associações e comunidades para avaliar a produção de conhecimento sobre a região e mapear lacunas e oportunidades -
Notícias Socioambientais, 4/9.
Lideranças indígenas debatem Território Etnoeducacional Yanomami e Ye'kuana
Reunidos em Boa Vista (RR), em 30 e 31 de agosto, lideranças e professores indígenas de 40 regiões da TI Yanomami, organizações locais que trabalham com os Yanomami e representantes do MEC e da Funai discutiram a criação do território etnoeducacional Yanomami e Ye'kuana -
Notícias Socioambientais, 4/9.
Resolução que desburocratiza recuperação de APPs é bem recebida
A aprovação pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), na última semana de agosto, da resolução que estabelece a metodologia de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) foi recebida como um avanço pelo ISA -
Notícias Socioambientais, 3/9.
UHE Belo Monte


Norte Energia espera liberação do Ibama
A Norte Energia, concessionária da Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu, trabalha com a hipótese de que o Ibama libere ainda este mês a licença de instalação provisória, que permitiria o início das obras no canteiro da usina. "A nossa intenção é de iniciarmos as obras ainda em setembro", afirmou sexta-feira o diretor de Engenharia e Construção da Chesf, José Ailton de Lima. De acordo com o executivo, a concessionária entregou o projeto básico ambiental para as obras do canteiro da usina no final de julho -
OESP, 4/9, Economia, p.B2.
Cineasta critica hidrelétrica de Belo Monte
Em entrevista, o diretor canadense James Cameron, que acumula as duas maiores bilheterias do cinema com "Titanic" e "Avatar", critica a hidrelétrica de Belo Monte (PA), diz que pode ser visto como um forasteiro no Brasil mas que voltará pela terceira vez neste ano para filmar a cultura dos povos do Alto Xingu em 3D -
FSP, 5/9, Ilustrada, p.E6.
Eletronorte tenta cooptar índios do Pará
A Eletronorte vem tentando cooptar com presentes grupos indígenas da Amazônia para que eles apoiem a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, oeste do Pará. A tentativa foi relatada por um dos envolvidos nas negociações com os índios, sob a condição de não se identificar. Ela também foi denunciada por ONGs e pelos índios ao menos desde 2007 ao Ministério Público Federal, que nunca conseguiu comprová-la. A Eletronorte nega "categoricamente" dar presentes para cooptar índios. A Funai disse que desconhece o caso. A suposta tática focou principalmente os Xikrin da região de Bacajá, um dos povos indiretamente atingidos pelas obras. Líderes Xikrin têm recebido cestas básicas, aluguel de barcos, motores e até casas alugadas em Altamira (PA), segundo relato. Estima-se que os presentes tenham custado R$ 400 mil -
FSP, 5/9, Poder, p.A12.
Amazônia


Pará licitará mais 300 mil hectares de florestas
O governo federal licitará mais 323 mil hectares de florestas públicas. As novas áreas a serem licitadas são nas florestas de Saracá-Taquera e de Crepori, ambas no Pará. A concorrência é voltada a associações, cooperativas e empresas do setor madeireiro e pode incluir pequenos e grandes empreendedores. O contrato dará direito à extração de produtos florestais por 40 anos. O Serviço Florestal Brasileiro já lançou licitações nas florestas nacionais do Jamari e do Amana. Juntas, as licitações somam mais de 770 mil hectares. A meta do governo é chegar a 1 milhão de hectares em concessão, até o final deste ano, com o lançamento de mais dois editais -
OESP, 6/9, Vida, p.A13.
Na Amazônia peruana
O Ministério da Cultura quer exportar o projeto Pontos de Cultura para o Peru, na região habitada pela etnia indígena Ashaninka. No Brasil, o programa financia ações culturais promovidas por entidades locais -
FSP, 8/9, Ilustrada, p.E2.
Peixe amazônico vira opção no mercado de couros exóticos
A pele dos peixes amazônicos, geralmente descartada no ambiente ou em lixões, surge como opção para o mercado de couros exóticos. A iniciativa é incentivada pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas por meio do projeto AMA (Ame o Amazonas), com a grife Iódice. A empresa gaúcha Péltica também testou a pele de diferentes peixes da região. Foram aprovadas como insumo as do aruanã e do tucunaré. A pele de algumas espécies, como a pirarara, é mais resistente que a bovina, de acordo com Nilson Carvalho, coordenador do Projeto de Beneficiamento de Couro de Peixe do Inpa. Além disso, o insumo é abundante. Atualmente, uma tonelada de pele de peixe é desperdiçada por dia no Estado. Entre os planos do governo do Amazonas e da Iódice está a criação de uma cadeia de beneficiamento de couro de peixe no Estado -
FSP, 7/9, Mercado, p.B4.
Mudanças Climáticas


Conferência do Clima caminha para novo fiasco
A Conferência do Clima da ONU (COP-16), prevista para dezembro em Cancún (México), caminha para repetir outro fiasco diplomático e vários países já estudam a possibilidade de estender o Protocolo de Kyoto além de 2012. O governo dos Estados Unidos admitiu sexta-feira que não conseguirá aprovar antes do evento uma legislação cortando emissões de CO2 até 2020. Além disso, alertou que só aceitará a criação de um fundo para lidar com mudanças climáticas nos países pobres se Brasil, China e Índia apresentarem medidas de redução de emissões de CO2. Depois de dois dias de negociações entre ministros de Meio Ambiente em Genebra, a constatação é de que um acordo sobre o corte de emissões ficará apenas para 2011 -
OESP, 4/9, Vida, p.A18.
A reforma do painel do clima
"A Conferência de Copenhague, no final do ano passado, deixou claro mais uma vez que o peso dos interesses nacionais e das forças que movem a economia mundial impede os governos de chegar a um acordo que obrigue os países mais poluidores a adotar medidas de contenção das emissões de carbono e outros gases estufa comprovadamente responsáveis pelo aquecimento global. A essa constatação veio se somar a erosão da credibilidade do IPCC. O desgaste do IPCC levou a ONU a encomendar a uma organização independente, uma auditoria sobre as deficiências da instituição. Em outubro, delegados dos países-membros do IPCC se reunirão na Coreia do Sul para avaliar a auditoria. O melhor que podem fazer é aprovar - e implementar tão logo possível - as suas recomendações", editorial -
OESP, 5/9, Notas e Informações, p.A3.
Falta de chuva isola municípios
A Floresta Amazônica e o Pantanal sofrem com a estiagem. A seca do Rio Solimões deixou quatro municípios do Amazonas - Envira, Benjamim Constant, Itamarati e Canutama - isolados por via fluvial e com pelo menos 70 comunidades rurais sem água potável. Os municípios têm estoque de alimentos, água e gasolina para só mais 15 dias e decretaram estado de emergência. A Defesa Civil estadual emitiu um estado de alerta para a seca que atinge severamente, além desses 4, outros 25 municípios. O governo deve iniciar nesta semana o envio de alimentos e água para as cidades atingidas. Na Baía de Chacororé, no Pantanal mato-grossense, o volume de água nunca esteve tão baixo. A medição que vem sendo realizada desde 1969 mostra que na pior seca, registrada em novembro de 1973, o nível chegou a 1,33 metro. Desde agosto, o volume está em torno de 85 centímetros -
OESP, 6/9, Vida, p.A13.
ONU discute risco de crise alimentar
Apesar de 2010 estar caminhando para ter a terceira maior safra de grãos da história, a ONU apela para que o mundo se prepare para uma nova crise alimentar, incremente a produção nos países mais pobres e enfrente a especulação com commodities. O alerta foi feito ontem pelo relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, depois de protestos em países africanos e greves na Índia por causa da alta no preço dos alimentos. A FAO constatou que os preços de alimentos tiveram uma alta de 5%, apenas no mês de agosto. Os valores ainda estão abaixo dos índices de 2007. Mas os incêndios na Rússia, as chuvas no Paquistão e a seca em grande parte da Ásia Central obrigaram a FAO a rever para baixo a previsão de safra para 2010 -
OESP, 8/9, Economia, p.B7.
Meio Ambiente: emergência também no DF
Com o crescente número de queimadas, o Ministério do Meio Ambiente decretou estado de emergência ambiental no Distrito Federal. Com isso, sobe para 15 o número de unidades da Federação em alerta com a onda de incêndios. O decreto permite ao Distrito Federal e aos demais 14 estados da lista contratar brigadistas para combater focos de incêndio sem licitação. Estão em situação de emergência ambiental, desde abril, os estados de Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Pará, Piauí, Tocantins, Bahia, Goiás e Minas Gerais -
O Globo, 8/9, O País, p.13; OESP, 8/9, Vida, p.A16.
Padrão de chuvas é alterado por aquecimento
A precipitação de chuvas, cada vez mais imprevisível devido às mudanças climáticas, ameaça seriamente a segurança alimentar e o crescimento econômico, segundo especialistas em hidrologia. Num relatório do Instituto Internacional para a Gestão da Água, no Sri Lanka (IWMI, na sigla em inglês), eles defendem um maior investimento em armazenamento de água e afirmam que a Ásia e a África são as regiões mais suscetíveis porque, em grande parte, dependem diretamente da chuva para a agricultura. Os políticos e agricultores precisam encontrar urgentemente formas de diversificar as fontes de água, alertam os autores da pesquisa para o IWMI. E eles estimam que até 499 milhões de pessoas na África e na Índia poderiam se beneficiar de uma melhor gestão da água na agricultura -
O Globo, 8/9, Ciência, p.28.
Saneamento


Em busca do sonho da água própria
A universalização da água ainda é um sonho distante para boa parte dos 20 milhões de nordestinos que residem no semiárido, dos quais 9 milhões nas áreas rurais. Em Pernambuco, a Companhia de Abastecimento de Pernambuco (Compesa) calcula em 94% a cobertura da população urbana. Mas na área rural os percentuais são tão insignificantes que nem sequer aparecem nas estatísticas. A situação poderia ser ainda mais crítica nos vilarejos e distritos onde as adutoras estão distantes de chegar. Mas não é pior devido à maior mobilização da sociedade civil em defesa do fim da sede dos sertanejos. São 18 mil organizações populares que atuam na região e garantem o armazenamento de 5 bilhões de litros de água, através do Programa Um Milhão de Cisternas (PIMC) -
O Globo, 5/9, O País, p.16.
SP terá plano municipal de saneamento
São Paulo terá pela primeira vez um plano municipal de saneamento básico. Entre suas metas estão levar água e esgoto para 100% dos imóveis até 2024 - hoje 95,5% têm água e 88,7%, esgoto - e retirar moradores de áreas invadidas e de risco. Mas temas importantes para a vida do paulistano ainda não foram contemplados. Como drenagem urbana - e estratégia para contenção de enchentes -, manejo de lixo e controle de zoonoses. Outro problema, segundo especialistas em Direito de Saneamento, é que o documento editado não é uma lei -
OESP, 8/9, Metrópole, p.C5.
Loteamento irregular ao lado da Billings
A cidade de São Paulo possui hoje 420.519 domicílios em favelas, 1.584 em cortiços e 126.502 em loteamentos irregulares. A universalização dos serviços de água e esgoto beneficiará 3,1 milhões de pessoas. A Prefeitura não informou quantas moram em áreas sujeitas a deslizamentos, desabamentos e inundações nem quais bairros terão remoções. Dados da Secretaria de Habitação mostram que a região com mais domicílios precários ou irregulares é a leste, seguidos por áreas de mananciais (Billings e Guarapiranga). A pior área da capital quando se trata de saneamento básico é a da Bacia do Ribeirão Cocaia, ao lado da Billings, onde moram cerca de 780 mil pessoas. "Nessa região há muitas habitações no entorno de córregos e próximas da represa", diz Tereza Herling, coordenadora do Plano Municipal de Habitação -
OESP, 8/9, Metrópole, p.C5.
Abastecimento para todos ainda longe
O Brasil tem um desafio até 2015: cumprir a meta do milênio que prevê a universalização do abastecimento público de água tratada. Coordenadora da Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro não crê que o país atinja a meta. "Faltam investimentos para universalizar a água, a coleta de esgoto e o lixo, que não podem ser tratados separadamente. Alguns estados até podem conseguir, como São Paulo, mas outros estão longe da universalização. Ainda mais se pensarmos nas áreas rurais", diz. De acordo com ela, ainda que o problema seja grave na Região Nordeste, os piores índices de desabastecimento estão nas regiões Sul e Sudeste. "As reservas de água são menores no Sul (7%) e no Sudeste (6%), lugares com maior concentração de pessoas, de indústrias e de poluição" -
O Globo, 5/9, O País, p.16.
Saneamento e os municípios
"Hoje, a relação entre o público e o privado na União e nos Estados amadureceu, principalmente por superar posições antagônicas e incorporar a noção de que os déficits de infraestrutura são barreiras ao desenvolvimento. Esta tomada de consciência é um legado para as 5.524 cidades do País que ainda precisam desenvolver o que há de mais básico para a qualidade de vida da população - o saneamento. O Brasil não pode perder esta oportunidade. Cabe a esses 5.524 municípios, cada qual à sua maneira e dentro de sua realidade, a tarefa de conjugar uma abundância de marcos regulatórios disponíveis com um fervoroso interesse da iniciativa privada em investir em saneamento, atendendo a uma necessidade urgente de universalizar o acesso aos serviços de água e esgoto", artigo de Fernando Santos-Reis -
OESP, 6/9, Negócios, p.N2.
Cerrado


Fogo cerrado
"A savana brasileira, mais conhecida como Cerrado, é um dos dois 'hotspots' de biodiversidade do país, ao lado da Mata Atlântica. Isso significa que se trata de uma paisagem -ou bioma- com grande número de espécies, muitas das quais só existem ali e se acham sob risco grave de extinção pela perda contínua de habitats. No momento, a ameaça maior que paira sobre o Cerrado é o fogo. O Cerrado paga o duplo preço de estar na rota da fronteira agrícola e de não ser tão célebre quanto a floresta amazônica. Esta mata, muito mais úmida e difícil de incendiar, perdeu fatia bem menor da área original (17%, contra 48% do Cerrado), mas sua destruição causa mais controvérsia. Já é hora de dar mais atenção para as outras paisagens ameaçadas. A Amazônia cobre meio Brasil, mas não é a única que importa", editorial -
FSP, 5/9, Editoriais, p.A2.
O desafio do Cerrado
"Um dos grandes desafios do desenvolvimento brasileiro é como conciliar o avanço de sua produção agropecuária com a preservação do meio ambiente. Não se trata apenas do dever de proteger a Amazônia, mas de evitar que outros biomas, como o Cerrado, venham a ser devastados pelo desmatamento indiscriminado. O recente estudo Indicadores do Desenvolvimento do IBGE diz sem meias palavras que, a não ser que sejam tomadas 'medidas urgentes para proteção', o bioma do Cerrado, rico em biodiversidade e que concentra nascentes de grandes bacias hidrográficas do País, corre o risco de desaparecer 'em pouco tempo'. Os técnicos recomendam um aumento substancial das unidades federais de preservação. Como boa parte da produção do Cerrado provém de empresas do agronegócio, não deve ser difícil um entendimento do Ibama com o setor em nome da sustentabilidade", editorial -
OESP, 8/9, Notas e Informações, p.A3.
Biodiversidade


Fauna oceânica estaria próxima da extinção
As mudanças climáticas e a pesca predatória podem levar espécies marinhas a um processo de extinção em massa, revela estudo do pesquisador de zoologia australiano John Alrov. Com base em estudos de fósseis, Alrov afirma que está a caminho uma extinção massiva de espécies, a maior ocorrida nos últimos 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros. "Algumas espécies estão sendo eliminadas pela pesca excessiva, sem chance de recuperação", disse Alrov, que é professor da Universidade Macquaire, de Sidney. Sua tese, publicada na revista Science, baseou-se no estudo de 100 mil fósseis de animais que viveram há 500 milhões de anos -
OESP, 6/9, Vida, p.A13.
EUA deverão aprovar salmão transgênico
O FDA, agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, está prestes a aprovar o salmão geneticamente modificado para consumo humano. Por ser o primeiro produto transgênico de origem animal, a decisão está gerando controvérsias. Na semana passada, pesquisadores do FDA afirmaram que o produto é seguro para consumo humano e não representa uma ameaça para o meio ambiente. "O salmão da AquAdvantage (empresa que busca a aprovação do salmão transgênico) é tão seguro para consumo quanto qualquer outro salmão do Atlântico", afirmou o FDA em um comunicado -
OESP, 8/9, Vida, p.A16.
Edital do programa Biota Brasil é lançado
O CNPq acaba de lançar o edital que cria o programa Biota Brasil, com o objetivo de incentivar a produção científica sobre biodiversidade, uso da terra e mudanças ambientais. Estão previstos recursos da ordem de R$ 51,7 milhões -
OESP, 7/9, Vida, p.A21.
Cientistas atacam selo 'verde' de pesca
A credibilidade do principal selo de pesca sustentável do planeta foi posta em xeque nesta semana. Em artigo na revista Nature, pesquisadores acusam o MSC (Conselho de Boa Gestão dos Mares, em inglês) de se preocupar cada vez mais com os interesses da indústria pesqueira, deixando de lado as questões ambientais. De acordo com os pesquisadores, a expansão do órgão acompanhou o interesse por frutos do mar pescados de forma responsável. As indústrias certificadas saltaram de seis, em 2004, para 94 atualmente. Outras 118 estão em processo de avaliação. Para os cientistas, o MSC está permitindo captura de espécies que sofrem declínio populacional e o sistema de certificação cria conflito de interesses -
FSP, 4/9, Ciência, p.A15.
Energia


Brasil amplia a fronteira marítima da área do pré-sal
O Brasil decidiu não esperar o aval da ONU para expandir, além das 200 milhas náuticas, as fronteiras de sua soberania sobre recursos minerais como petróleo e gás no fundo do mar. A partir de uma resolução interministerial publicada na sexta-feira, qualquer nação ou empresa que queira prospectar recursos minerais na Plataforma Continental Brasileira terá de pedir autorização ao governo. A mudança incorpora 960 mil km2, quase quatro vezes o Estado de São Paulo, à zona de soberania nacional, hoje de cerca de 3,5 milhões de km2. É uma área cobiçada em razão da possível existência de novas reservas de petróleo na área do pré-sal
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FSP, 6/9, Mercado, p.B1.
Avanço da energia eólica afeta biomassa
O sucesso da energia eólica nos leilões do governo está incomodando os produtores de biomassa e provocando uma disputa entre os geradores desses dois segmentos. Para os produtores de biomassa, é desigual a competição entre a energia produzida com o vento e a resultante da queima do bagaço da cana-de-açúcar. "Só a energia eólica tem financiamento do Banco do Nordeste [BNB] de pai para filho", diz Zilmar de Souza, assessor de bioeletricidade da Unica (associação dos produtores de cana), lembrando que a maioria dos projetos de bioeletricidade está no Centro-Sul do país. Das 70 centrais eólicas contratadas nos leilões de fontes alternativas da semana passada, 55 estão no Nordeste. Só 12 projetos de biomassa foram selecionados. O preço médio da energia eólica contratada ficou em R$ 130,86 por MWh, ante R$ 144,20 da biomassa -
FSP, 4/9, Mercado, p.B6.
R$ 680 bilhões em investimentos
Estima-se que, embalado pelo pré-sal, em dez anos, o setor de petróleo e gás vai demandar investimentos de, pelo menos, R$ 680 bilhões, somando-se a demanda por bens, serviços, exploração e produção. Ao longo da última década, a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) cresceu quatro vezes, passando de 2,5% em 1999 para cerca de 12% este ano e deve aumentar ainda mais. Enquanto isso, o volume de petróleo exportado pelo país cresceu 2.674% em dez anos, levando a venda de óleo do 21o lugar da pauta brasileira em 2001 para o segundo lugar este ano. A produção brasileira de petróleo deverá crescer pelo menos 126% até 2019, enquanto a de gás vai dar um salto de 188%. Já as reservas nacionais devem dobrar de tamanho em quatro anos -
O Globo, 6/9, Economia, p.17.
Poluição do Ar


SP usa padrão frouxo para medir poluição
Os parâmetros usados para classificar a qualidade do ar em São Paulo, os mesmos desde 1990, estão defasados. Na prática, índices mais atuais e severos, como os da OMS (Organização Mundial da Saúde), indicam que os paulistas respiram um ar que afeta mais a saúde deles do que mostram dados oficiais. O ar, ainda mais o de agosto, mais poluído do que o normal por causa da baixa umidade, que chegou a 12%, receberia uma classificação bem pior em lugares como os EUA e a União Europeia. Mesmo na Cidade do México, com seus problemas crônicos de poluição, os padrões são mais rígidos -
FSP, 7/9, Cotidiano, p.C1.
Poluição mal calculada
"No caso dos índices de poluição em São Paulo, os atuais critérios de aferição, desatualizados e falhos, dificultam a adoção de medidas adequadas para evitar prejuízos maiores à saúde da população. Pelos parâmetros atuais, a média da qualidade do ar aferida nas 21 estações de mediação da metrópole jamais atingiu um estágio considerado grave. Se fossem adotados os critérios da OMS, todas as 21 médias, porém, estariam acima do limite máximo de concentração de material particulado, a poeira mais fina que penetra nos pulmões. A Cetesb discute desde o início do ano mudanças nos critérios de medição. É premente acelerar esses estudos. Afinal, no mês passado, houve um aumento de nada menos do que 30% nas internações por doenças respiratórias", editorial -
FSP, 8/9, Editoriais, p.A2.
Sustentabilidade


Evolução lenta
"O Brasil caminha no sentido de alcançar um desenvolvimento sustentável, isto é, que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. Mas caminha devagar e, por isso, a realidade brasileira continua fortemente marcada por sérios problemas ambientais e sociais, como as más condições de habitação, o desmatamento ainda intenso (sobretudo na região do Cerrado), a persistência de altos índices de poluição nas metrópoles e uma grande desigualdade regional e social quanto às condições de vida. É um país em evolução, mas que ainda precisa percorrer um longo caminho para ter um desenvolvimento que assegure o bem-estar presente e futuro de sua população, sem degradar ainda mais o meio ambiente" -
OESP, 6/9, Notas & Informações, p.A3.
Ecologia e economia
"Vê-se que a gestão ambiental do governo Lula (Marina e Minc) avançou substancialmente em relação ao período FHC. Há conflitos crônicos entre executores e licenciadores de obras em todos os países. Na licença da rodovia BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, não abrandamos a exigência prévia de implantação de 28 UCs. O maniqueísmo não pode prevalecer na relação da ecologia com a economia. A sustentabilidade deve ser incorporada ao centro da tomada de decisões", artigo de Carlos Minc, candidato à reeleição para deputado estadual pelo PT/RJ. Foi ministro do Meio Ambiente (governo Lula) -
FSP, 6/9, Tendências/Debates, p.A3.
Sustentabilidade equivocada
"O debate filosófico gerou amplo consenso sobre três critérios que devem orientar toda proposta de ação. Primeiro: não há como apagar as 'responsabilidades históricas' nesse fenômeno eminentemente cumulativo que é a concentração, na atmosfera, de gases que provocam o efeito estufa. O segundo se refere às diferenças de 'capacidade' que países e grupos sociais dispõem para obter mais eficiência energética, reduzir seu consumo, sequestrar carbono ou evitar emissões. O terceiro é relativo ao futuro, inteiramente embutido na noção de sustentabilidade. O que está em jogo aqui são as gerações futuras. O problema seria bem mais simples se esses três critérios convergissem em vez de conflitar. Todavia, o que se constata é o contrário. Particularmente no da sustentabilidade", artigo de José Eli da Veiga -
FSP, 5/9, Ilustríssima, p.3.
10% verde
"Candidatura de Marina Silva esbarra nos limites da agenda ambiental, incapaz de romper a onda desenvolvimentista cavalgada por Lula e Dilma. Aos poucos se torna evidente que a candidatura de Marina Silva (PV) à Presidência da República esbarrou num teto de cerca de 10% nas pesquisas de intenção de voto. O desempenho limitado, até agora, decorre da precariedade de sua campanha, sobretudo do diminuto tempo de TV, em comparação com os adversários do PT e do PSDB. Marina abriu mão de uma reeleição mais ou menos tranquila para o Senado. Atribuiu-se a missão de aprofundar o debate, muito necessário, sobre qual feição assumiria o desenvolvimento do país em direção a uma economia de baixo carbono. Serão necessárias uma ou mais eleições para que Marina Silva consiga se fazer ouvir", editorial -
FSP, 6/9, Editoriais, p.A2.
Leila Maria Monteiro da Silva
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