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Hoje: Agrotóxicos, Água, Camada de Ozônio, Energia, Queimadas, UCs, Eleições 2010


Água

TCU aponta irregularidades em obra de Tucuruí
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou as obras das eclusas de Tucuruí, no Pará. O relatório, aprovado anteontem, aponta irregularidades de R$ 38,5 milhões. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a obra, um dos projetos do PAC, vai restabelecer a navegabilidade do Rio Tocantins, interrompida pela construção de uma das maiores hidrelétricas do País. O tribunal pediu esclarecimentos aos responsáveis. A obra não será paralisada, mas não será concluída no prazo previsto, avalia o TCU. A Eletronorte é responsável pela administração dos contratos da obra. Irregularidades na construção das eclusas de Tucuruí vêm sendo apontadas pelo TCU desde o início da década, em sucessivas auditorias. As obras da eclusa começaram no início dos anos 80, foram paralisadas várias vezes e retomadas em 2007 - OESP, 3/9, Economia, p.B4.

Água do São Francisco começa a ser cobrada
Indústrias, agricultores e companhias de saneamento da região do São Francisco estão pagando pela água consumida no rio. A primeira conta venceu ontem. A Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou a arrecadação, estimada em R$ 10 milhões até o fim do ano. Quem capta mais de 4 litros por segundo (14,4 metros cúbicos por hora) deve pagar. Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, "a cobrança pelo uso da água dos rios não é um imposto, mas um preço público definido em consenso pelo comitê de bacia". "É um mecanismo de uso racional da água que gera recursos para a recuperação da bacia e está previsto por lei", explica Rodrigo Flecha, superintendente da ANA - OESP, 3/9, Vida, p.A15; FSP, 3/9, Mercado, p.B7.


Geral

A agricultura que o Brasil almeja
"Perdida a batalha contra os transgênicos, aqueles líderes se voltam contra os defensivos agrícolas, ou agrotóxicos. Uma luta insensata, já que a defesa fitossanitária é imprescindível no combate às pragas que devoram cerca de 40% dos alimentos nas plantações no Brasil. Agricultores que têm suas lavouras dizimadas em poucos dias sabem o drama que isso significa. A lavoura arcaica, tão apregoada por tais lideranças, não beneficia a agricultura, muito menos o país. Diferentemente, o que milhões de produtores rurais e, afinal, toda a sociedade almejam é um novo tempo no campo, capaz de impulsionar ainda mais um virtuoso ciclo de prosperidade para todos os brasileiros", artigo de Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) - FSP, 3/9, Tendências/Debates, p.A3.

Potencial econômico dos parques será mapeado
O potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil é tema de um estudo que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) prepara para levar à COP-10, a Conferência sobre Biodiversidade, que será realizada em outubro, no Japão. O Brasil possui 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais. Do total, 26,7% permitem usos econômicos - como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura -, mas este potencial é pouco explorado. Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA, diz que em países como os Estados Unidos o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos. O objetivo do estudo, feito em parceria com o Pnuma e a UFRJ, será elaborar um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação oferecem - OESP, 3/9, Vida, p.A15.

Queimadas também seriam alvo de propina em Dourados
Além de obter dinheiro com fraudes em licitações públicas, o prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi, e alguns vereadores teriam recebido R$ 90 mil para aprovar um projeto que dilatava o prazo para o início da proibição das queimadas das lavouras de cana-de-açúcar para a colheita da safra, afirmou o ex-secretário de Governo da Prefeitura, Eleandro Pasaia, no inquérito que apura a corrupção na administração municipal. Segundo Pasaia, um empresário deu 70 mil para serem divididos entre os vereadores e R$ 20 mil para que o prefeito não vetasse o projeto. Ele entregou a fita mostrando o repasse ao prefeito. Artuzi foi uma das 29 pessoas com prisão temporária decretada por suspeita de fraude em licitações no município - O Globo, 3/9, O País, p.18.

Em jogo o futuro, não o passado
"Quem assiste à propaganda dos partidos no horário eleitoral fica com a impressão de que está mais em questão um julgamento do passado do que uma proposta para os próximos anos. Discute-se para saber quem fez mais em termos de programas sociais, como o Bolsa-Família. Mas a questão central não é essa. Deveria ser a estratégia brasileira para os próximos anos, com a crise econômica global e com o agravamento das questões ambientais - além dos dramas na educação, saúde, saneamento, desemprego dos jovens, concentração da renda. Enquanto isso, o País parece um fogareiro, precisando criar um Fundo de Catástrofes. Ele garantirá cobertura para 'riscos de seguros rurais em caso de catástrofes climáticas como secas, excesso de chuvas e geadas'. Ou seja, tudo o que já está acontecendo. Que tal discutir isso com os eleitores?", artigo de Washington Novaes - OESP, 3/9, Espaço Aberto, p.A2.

Menos proteção no céu
Um buraco na camada de ozônio, que tradicionalmente se forma sobre a Antártica em setembro, tem aumentado de área e duração por motivo ainda desconhecido. No ano passado, sua extensão beirou o Rio Grande do Sul, e o estado ficou especialmente vulnerável à incidência de raios ultravioleta até o início de dezembro. A interação do fenômeno com o aquecimento global intriga os cientistas. Pesquisadores de Argentina, Brasil, Chile e Holanda uniram-se para estudar o fenômeno. A análise renderá um artigo para a revista "Geophysical Research Letters" - O Globo, 3/9, Ciência, p.34.


Energia

Eletrobrás e GDF Suez serão parceiras no exterior
Começarão pela América Latina os estudos que a Eletrobrás e a GDF Suez vão desenvolver para detectar oportunidades de investimentos conjuntos, no âmbito do acordo firmado ontem entre as partes. Para a Eletrobrás, a parceria com a elétrica francesa é uma oportunidade para promover a integração energética da América Latina. "Temos um foco que é a integração da região, principalmente da América do Sul", afirmou o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal. A Eletrobrás já desenvolve estudos de projetos de geração e transmissão na América Latina e na África, com destaque para hidrelétricas no Peru e na fronteira com a Argentina. A GDF Suez tem atuação no México, Argentina, Chile, Panamá e Peru. Um grupo de trabalho será formado pelas duas empresas para avaliar as novas oportunidades - OESP, 3/9, Economia, p.B4.

Brasileiros e espanhóis dominam leilão de linhas
O leilão de concessão de novas linhas de transmissão no Nordeste, previsto para hoje, será disputado por oito empresas e um consórcio. A disputa envolverá empresas do Brasil e também da Espanha e de Portugal. São cinco novas linhas de transmissão de energia elétrica, que somadas, terão cerca de 500 quilômetros de extensão e percorrerão os Estados do Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará. Segundo a Aneel, as novas linhas têm como objetivo fortalecer o uso da energia eólica. O Nordeste é uma das regiões do País com mais potencial para produção de energia eólica, que vem recebendo investimentos crescentes no País. A expectativa é possibilitar o escoamento de energia produzida nestes empreendimentos eólicos - OESP, 3/9, Economia, p.B4.

Orteng encontra gás natural em Minas
O governo de Minas Gerais anunciou ontem a descoberta inédita de gás no Estado. O combustível foi encontrado em Morada Nova de Minas, na bacia do vale do rio São Francisco. O volume de gás só será conhecido em 60 dias, após mais perfurações e testes. Segundo o anúncio, a jazida é de "grande dimensão e de valor comercial". A partir do volume, o consórcio vai realizar um projeto de exploração comercial, com previsão de início em 2011. A construção de um gasoduto dependerá ainda da quantidade de gás - FSP, 3/9, Mercado, p.B7.

Outra plataforma de petróleo explode no Golfo do México
A plataforma de petróleo Vermilion Block 380, da companhia americana Mariner Energy, explodiu ontem no Golfo do México, próximo à costa dos EUA. Os 13 funcionários da estrutura, que estava em manutenção, lançaram-se ao mar e foram resgatados pela Guarda Costeira. Apenas um deles teria se ferido. A empresa informou que a explosão não causará um vazamento de petróleo similar ao da plataforma da British Petroleum, responsável pelo maior acidente ambiental da história dos EUA. Porém, a companhia se esquivou de mencionar se um volume menor está sendo derramado no golfo. "A causa não é conhecida e será conduzida uma investigação", informou a companhia. Conforme o especialista Andy Radford, o risco menor de vazamento é factível, porque a Vermilion não perfurava poço e operava em águas rasas, o que tornaria mais fácil estancar um possível vazamento - OESP, 3/9, Vida, p.A15; FSP, 3/9, Mundo, p.A14; O Globo, 3/9, O Mundo, p.33.

Brasil precisa definir já uma política para os combustíveis
"A falta de uma política de combustíveis provoca uma ciclotimia em que sempre se acaba elegendo e privilegiando o combustível da ocasião. Já foi o óleo diesel, depois foi a vez do álcool, voltou a da gasolina e, no final dos anos 1990, foi a vez do GNV (gás natural veicular), com a inauguração do gasoduto Brasil-Bolívia. Agora é a vez do etanol e do biodiesel. O governo deve definir uma política de longo prazo para a matriz nacional de combustíveis automotivos, bem como uma política tributária que permita internalizar os custos ambientais dos combustíveis mais poluentes -caso da gasolina e do diesel- e beneficiar os menos poluentes, como o etanol, o biodiesel e o GNV. Já está na hora de despolitizar o assunto e dar sinais econômicos corretos para os investidores e para os consumidores", artigo de Adriano Pires - FSP, 3/9, Mercado, p.B3.

Energia alternativa
"No segundo leilão de fontes renováveis, em 26 de agosto, foram contratados 50 parques eólicos, que ficaram com 70% do total ofertado, a um preço médio de R$ 130,86 por MWh, abaixo do preço das termoelétricas a gás natural (R$ 140 por MWh). A energia eólica mostrou ser competitiva mesmo em relação à produzida por biomassa (R$ 144,20 o MWh) e por pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93 o MWh). Estima a Associação Brasileira de Energia Eólica que os parques de geração de energia eólica no Brasil poderão vir a ter uma participação de 20% na matriz energética brasileira nas próximas duas décadas. Trata-se de uma meta ambiciosa, mas a energia eólica tende a crescer no País", editorial - OESP, 3/9, Notas e Informações, p.A3.

Leila Maria Monteiro da Silva


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